No Blog do Alon: “Uma parte da esquerda brasileira luta com firmeza para que Battisti continue aqui – e não volte à Itália para cumprir pena. O raciocínio é objetivo. Os crimes de que o acusam são políticos, ainda que hediondos.”
Assim é. Essa “parte da esquerda” é a predominante no Brasil, ainda que hedionda. E firma-se no governo, ainda que hedionda. Mantém altos índices de popularidade, ainda que hedionda. E é defendida pela esquerda não-hedionda, ainda que hedionda. A isso eles chamam “tolerância”, ainda que hedionda.
Continuo minha leitura, e o Alon termina perfeitamente seu post: “Os mesmos órgãos estatais e forças políticas que militam na linha de frente a favor de Battisti defendem posição oposta em outro assunto relacionado, a anistia aos torturadores. Como Battisti tem origem na esquerda, merece ser defendido e não deve pagar pelos seus crimes. Como os torturadores torturavam para defender um regime de direita, é inaceitável que se considere terem sido benefiados pela Anistia de 1979 e pelos textos legais que a aperfeiçoaram, já na democracia.”
Esse é o governo que, segundo alguns, é o melhor que o Brasil já viu – mesmo que grande parte de suas reais virtudes seja xerox do governo anterior. E não bastam outras manchas ainda piores que acolher um notório homicida por cega e estúpida afinidade idelógica, principalmente na política externa. Parece que distribuir dim-dim prá pobre dá carta branca para qualquer excrescência moral. E são poucos os esquerdistas não-hediondos que se recusam a entregá-la.
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