Brasil: pague-o ou deixe-o!
tirada genial de um amigo
Um programa de televisão de debates sobre política na Grã-Bretanha teve uma participação inusitada.
Um gato invadiu o estúdio do programa, que estava sendo transmitindo ao vivo para toda a Grã-Bretanha da cidade de Newquay.
Nem mesmo a dona do gato percebeu que ele estava na televisão. O animal estava desaparecido há alguns dias.
Mas uma amiga que viu o animal telefonou para a dona, que disse ter ficado muito envergonhada com a “invasão” do felino.

Se você desconhece ou não curte os Stray Cats, não precisa ler o restante do post. E não há muito para ler, mesmo. É rápido. Pois bem, amigos, ontem estive numa casa de shows na Lapa e presenciei a lenda, o homem das baquetas da banda que reinventou o rockabilly nos anos 80, Slim Jim Phantom. Precisa mais? Como disse um amigo meu, não foi apenas um showzaço, é como se tivesse prestado contas, que seja parcialmente, sobre minha relação com o Stray Cats. Trilha sonora de uma vida, quase.
crédito da foto: http://indiepunkpop.blogspot.com/2009/07/stray-cat-strut-slim-jim-phantom-passou.html
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A Editora Agir lançou as Memórias de Nelson Rodrigues. Lançou, não, tornou disponível comercialmente décadas após a última edição. Caso isso seja de alguma importância, recomendo. Tenho um volume da Ed. Correio da Manhã, achado em um sebo de Porto Alegre. Relíquia pessoal. Dava-me a ilusão que só eu tinha aquele tesouro comigo, que sabia coisas que apenas uns parcos aficcionados, mais escondidos que o próprio livro, sabiam. Um exemplo um pouco mais conhecido, mas nem tanto: Lacerda não suportava NR. E NR conta isso com aquele exagero fenomenal. Enfim, a amargura entre os dois era feia, mas no momento de escolher pelo menos pior, ou seja, votar, NR justifica sua opção pelo udenista, mesmo achando-o um pulha: era a canalhice contra o absurdo. O absurdo não podia vencer, pois estava matando o país. De resto, agora o livro está aí para ser vulgarizado entre os invulgares. Um patrimônio. NR foi generoso, posso dizer. | ||
O caso Zelaya e o Michael Jackson têm muito em comum: são bizarros; Neverland deve ter o mesmo PIB de Honduras; todo mundo magicamente sabe tudo sobre os dois; e não me interessam.
The Godfather of American Liberalism*
H. G. Wells: novelist, historian, authoritarian, anticapitalist, eugenicist, and advisor to presidents
(…)
Despite Stalin’s impermeability, Wells concluded that “I have never met a man more candid, fair and honest, and it is to these qualities and to nothing occult and sinister, that he owes his tremendous undisputed ascendancy in Russia. . . . No one is afraid of him and everyone trusts him.”**
Um senhor artigo do City Journal.
* Obs.: Nos EEUUAA, liberal = esquerdista.
** Obs. 2: O forte dele era ficção, mesmo.
Encerrando a série de posts sobre o axioma da vida segundo Mises, levemos em consideração que minha rigidez terminológica é nula, como bem cabe num blógue. Vamos nós: no momento em que decide por uma opção, o homem sempre escolhe o que considera ser a melhor delas. Isso, meus caros, é chover no molhado. Pode significar absolutamente qualquer coisa e, por isso, coisa alguma.
Se Mises quis dizer isso, não disse muita coisa. E daí não se deduz nada. O problema é a budega da dedução, pois não há jeito de entrar na cabeça daquele que está considerando a tal melhor opção, supondo, na linguagem usada pelos misesianos, que isso o satisfaça. Mas a rigidez dos termos não está sendo levada em conta, certo?
Enfim, o cara, sem dúvida um gênio, escreveu um volume enorme, centenas de páginas, sobre não muita coisa. Seu axioma da ação humana é o reducionismo mais prolixo do mundo. A ambição, talvez ingenuidade, de Mises foi grande demais. Ele tinha na cabeça o que considerava uma grande e magna teoria, mas não acho que tenha dado resultado. Escrever o livro foi uma escolha ruim, espero que tenha, ao menos, aumentado a satisfação do autor.
Ahn… OK. Só acho que máxima não é matemática. E não passa disso.
“ocorre que as ciências humanas, ou praxeológicas, são axiomático-dedutíveis. Ou seja: a partir de um axioma que não possa ser refutado são dedutíveis as conseqüências das regularidades do comportamento humano. Não adianta fazer experiências; não bastam boas intenções: é preciso refutar o axioma original. E o axioma central da ação humana: toda ação humana visa obter um aumento de satisfação”
Donald Stewart Jr., no blógue do Sol.
Não sei se notaram o pormenor: esperar que as ações humanas sejam perfeitamente dedutíveis é apenas uma forma de não mais se responsabilizar por elas. No final das contas, mais uma desculpa para os engenheiros sociais cuidarem de nós através de suas próprias deduções. Vamos com calma.
Considero a “praxeologia” de Mises uma das maiores pisadas na bola dos liberais. Defendamos a liberdade como bem político, sim, mas ninguém precisa comprar pacotes ideológicos completos.
Prefiro a máxima orteguiana “eu sou eu e minhas circunstâncias”, donde eu≠axioma.
P.S.: A maior refutação contra essa hybris dedutiva é minha cafeteira, ela nunca se comporta como se espera. E é apenas um eletrodoméstico.
Muitos leitores reclamavam que os serviços de blógues não atendiam a diversas demandas sociais. Além disso, muitos autores não tinham o bacharelado em Blogagem, com diploma reconhecido pelo MEC. A baderna corria solta, sem freios nem lei. Por isso, o Congresso decidiu que blógues são muito importantes para a sociedade e precisam de fiscalização do Estado.
Agora, a exemplo do cigarro, os blógues carregam banners informando que “provocam insônia”, “causam chiliques em leitores sensíveis”, “agravam o sedentarianismo”, etc. O Ministério da Saúde faz questão de manter a liberdade de expressão, e o blogueiro pode escolher à vontade qual banner de gosto duvidoso prefere ter.
Celebremos a vitória da obrigatoriedade (responsabilidade social) da caixa de comentários e, também, de uma caixa de reclamações. A moderação nessas caixas pelo dono do blógue foi abolida, pois, no “Plebiscito das Atividades Virtuais” deste ano, o memorável “referendo do SIM”, o povo julgou que a figura do moderador é repressora e discriminatória, não tem lugar em nossa sociedade democrática.
Uma recente vitória da democracia em nivel institucional é que todos poderão fazer denúncias de irregularidades e atraso nas atualizações de posts no Departamento Federal de Blógues, Sites Pessoais e Sociais. Basta trazer dois comprovantes de visitação durante o período que o blogueiro cometeu a infração, CPF, comprovante de residência, identidade, depois preencha uma ficha respondendo as configurações do seu computador e o modo de conexão. Se dial-up, mande duas vias. Se cabo, três. Caso tenha acessado por um ciber-café ou similar, diga o nome do estabelecimento e traga consigo o recibo com o horário do momento da visitação. Em 15 dias solucionaremos o caso ou diremos que faltou um documento que obviamente não lhe foi solicitado na sua primeira reclamação.
Obrigado.
“Ao Itamaraty, em todo caso, parabéns. Tão plácido com as 300 mil mortes e escravidão negra no Sudão, e com aquela briguinha entre vascaínos e flamenguistas lá do Irã, não considerou esta partida um amistoso e interveio de pronto, bem imperialista.”
Marton, na ferida, sobre a posição “pragmática” do Brasil em relação a expulsão de Zelaya, em Honduras.
Orgúio di ser brasileño.
Atualização: Acordo do Brasil e Irã por debaixo dos panos – Itamaraty ajuda Ahmadinejad a burlar as sanções impostas pelo CS da ONU. Na Isto É.
Julio Lemos, excelente como de costume, escreve sobre o filme Crimes and Misdemeanors, de Woody Allen. Na verdade, o filme é mais um pretexto, o pretexto central de vários temas que emergem na obra do diretor. Vale.


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