Somos tão benquistos na Espanha que a Espanha nos paga para voltarmos ao Brasil. E atenção: serão pagos os imigrantes que lá estão legalmente. Imagine então o tratamento reservado para os ilegais. Esta solução já foi utilizada na França, nos anos 70, por Giscard d’Estaing. Quem quisesse voltar a seu país, tinha passagem de volta e mais dez mil francos no bolso. Muitos voltaram, particularmente os portugueses. Com dez mil francos, na época, dava para instalar uma padaria na esquina e continuar tocando a vida. Mas Portugal sempre foi um país para onde se pode voltar.
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E direto de um dos melhores blogues que há
Não, minha querida, o darwinismo não é uma lei cega. Ouve esta passagem:
“Não há dúvida de que (…) as mulheres, tal como os homens, admiram aqueles que são mais fortes que elas. Mas admirar uma pessoa mais forte e viver dominada por essa pessoa são duas coisas diferentes. Os fracos podem não ser adorados ou admirados; mas isso não significa que as pessoas não gostem deles ou que os evitem (…). Talvez [eles] falhem nas emergências; mas a vida não é uma emergência contínua: é uma sucessão de situações para as quais não é necessária uma força excepcional, e que mesmo as pessoas fracas conseguem aguentar se tiverem um parceiro forte que as ajude”.
Não é Darwin (nem Strindberg): é George Bernard Shaw. Eu pensava que ele era cínico, mas afinal cínica és tu, minha querida darwiniana.
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