O Claudio Shikida ponderou sobre a boa discussão do post abaixo. Com pertinência, ele lembra que os critérios de demonstração de um economista, tal qual o Cristiano, terão mesmo uma forte tendência para a estatística e a uma análise, digamos, mais “utilitarista” (para usar um termo mais caro a meus recursos argumentativos). Para não deixar uma impressão errada, reproduzo, com modificações indignas de nota, meu comentário ao Claudio:

Só espero não ter passado a idéia (equivocada) de que só devemos discutir princípios axiomáticos, deixando de lado todo o “bom senso” – que pode e deve ser aguçado com análises de custo-benefício. Apenas sou cético em relação ao “utilitarismo total” por uma conclusão até simples: no final, sempre nos perguntaremos, “é útil por quê?”. Daí teremos que encarar inevitavelmente as velhas questões de princípio, ética, moral, cultura, ideais… Gosto, sim, da idéia de pragmatismo, mas ela vai bem até certo ponto. Acho que há uma hora para esquecer as contas, pois o custo de defender o que é justo pode ser materialmente mais caro do que o de deixar uma injustiça nos corroer. Ao chegarmos nesse ponto, o utilitarismo não me parece um bom conselheiro.