O Claudio Shikida ponderou sobre a boa discussão do post abaixo. Com pertinência, ele lembra que os critérios de demonstração de um economista, tal qual o Cristiano, terão mesmo uma forte tendência para a estatística e a uma análise, digamos, mais “utilitarista” (para usar um termo mais caro a meus recursos argumentativos). Para não deixar uma impressão errada, reproduzo, com modificações indignas de nota, meu comentário ao Claudio:
Só espero não ter passado a idéia (equivocada) de que só devemos discutir princípios axiomáticos, deixando de lado todo o “bom senso” – que pode e deve ser aguçado com análises de custo-benefício. Apenas sou cético em relação ao “utilitarismo total” por uma conclusão até simples: no final, sempre nos perguntaremos, “é útil por quê?”. Daí teremos que encarar inevitavelmente as velhas questões de princípio, ética, moral, cultura, ideais… Gosto, sim, da idéia de pragmatismo, mas ela vai bem até certo ponto. Acho que há uma hora para esquecer as contas, pois o custo de defender o que é justo pode ser materialmente mais caro do que o de deixar uma injustiça nos corroer. Ao chegarmos nesse ponto, o utilitarismo não me parece um bom conselheiro.

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Julho 23, 2008 às 10:33 am
Claudio
Mesmo olhando apenas pelo lado utilitarista, arugmentei há algum tempo no meu cafofo que a tal diminuição de mortes é resultado de dois eventos e não apenas de um. Junto com a lei seca veio uma intensa fiscalização e esta última, sim, me parece a responsável por uma diminuição de acidentes (supondo que houve) e não a falta total de álcool no sangue dos motoristas. Um governo utlitarista, mas menos draconiano e demagogo iria, em princípio, intensificar a fiscalização dos níves de álcool anteriormente estabelecidos. Mas estamos no Bananão, certo?