“O homem tem o direito de desacreditar o universo, de sentir que está num mundo estranho e hostil. Escritores modernos como Albert Camus, Jean Paul Sartre e outros têm falado da terrível absurdidade da existência. Nós vivemos num mundo frio, morto ou moribundo, que nós não podemos acreditar, porque é ameaçador, inumano, sem sentido e absurdo. É claro que esses escritores, romancistas, dramaturgos e filósofos, falam como ateus (Sartre e Camus escreveram sob a perspectiva de um existencialismo ateísta), e parecem ter negligenciado uma coisa. Quando eles falaram que o mundo era absurdo e sem sentido, eles sabiam disso apenas porque o homem tem a noção oposta de “sentido”. A pessoa que não conhece o que é “sentido”, não sente nem compreende o que é “sentido”. Ele jamais se rebelaria contra nem ficaria perturbado pela absurdidade, mas viveria como um peixe n’água. E o fato de que o homem se revolta contra o absurdo e a falta de sentido da existência, fala pela existência deste.”

Da última palestra dada pelo Padre Aleksandr Men’, Cristianismo.