Comentário de Patrícia Lança no blogue O Insurgente.

A nossa homenagem a Solzhenitzyn é de nunca esquecer como, nos anos do PREC, o PCP tudo fez para evitar que a tradução portuguesa do Arquipelago Gulag fosse publicada. Os tradutores foram José Augusto Seabra e Chico da CUF e a Bertrand a editora. Mas os tipógrafos, incentivados pela CGTP, boicotaram durante longos meses a edição. Felizmente essa “conquista” de Abril falhou e muitos portugueses ingénuos ficaram a conhecer a natureza da URSS e a grandeza do autor agora falecido.

A dica é do caríssimo Bruno Garschagen.

A vida é dura para quem se opõe à esquerda através das Letras e das Artes, principalmente no terceiro mundo. Mas não me venham com gramscismo, por favor. Um dia será feita uma auto-avaliação recente, a última foi a que Denis de Morais escreveu em Imaginário Vigiado, remetendo aos anos 1940 e 1950. Gostam de apontar dedos, mas, como em Kruschev e no Livro Negro do Comunismo, só aceitam críticas de dentro para fora e com anos de atraso, dependendo de quanto o esquerdismo se canibalizou.