Escrevo esta nota cerca de um mês atrasado, mas… 2008, trinta anos da morte de Gustavo Corção e quarenta da fundação Permanência. Não nos esqueçamos.
Uma bibliografia comentada. Um trecho do Dois Amores – Duas Cidades eu publiquei há três posts atrás. Mas meu livro preferido é O Desconcerto do Mundo – não à toa Manuel Bandeira propunha que Corção ganhasse o Nobel por ele. Não poderia concordar mais. Chegará o dia em que qualquer brasileiro que não o tenha lido será considerado iletrado (bem, quem estou querendo enganar?).
Rachel de Queiroz, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Oswaldo de Andrade, Gilberto Freyre, Eugênio Gudin, Manuel Bandeira e vários outros comentam sobre Gustavo Corção.
Artigo do Permanência em memória dos trinta anos de sua morte.


8 comments
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Agosto 12, 2008 às 11:42 am
Claire
O único que li foi O Desconcerto do Mundo (numa edição em que ‘desconcerto” ainda está grafado “desconcêrto”
)
Gostei muito. Folheei outros, mas os temas eram menos literários e mais dentro da tradição religiosa de Corção – nada contra, mas não me atraíram.
Agosto 12, 2008 às 12:03 pm
Igor T.
Claire, tente o Lições de Abismo também. O Grvpo Tempo fez uma montagem dele: http://www.grupotempo.com.br/licoes.html
Não o li, então não posso falar muito mais, mas se encaixa nos seus interesses mais literários, já que é o único romance que Corção escreveu.
Agosto 12, 2008 às 4:30 pm
nagel
Nunca encontrei esse “Desconcerto do Mundo”, nem em sebos. Quer me vender, Claire?
Ah, Claire, os livros do Corção valem a pena. “Três alqueires e uma vaca”, “A Descoberta do Outro” e o já mencionado pelo Igor: são ótimos.
Abraços.
Agosto 12, 2008 às 10:20 pm
Claire
Nagel, sinto muito – você vai ficar na vontade se depender do meu…
Mas como disse, passei os olhos em outros e achei um tanto “doutrinários” (no sentido de argumentar sobre doutrinas específicas da tradição católica e também acerca de costumes) pro meu gosto. Não faz meu estilo. Não estou dizendo que ele não tivesse o direito de escrevê-los nem nada do tipo. Só que não me interessam.
Igor, pus os olhos no Lições do Abismo numa das Feiras do Livro daqui e não me entusiasmou; mas admito que não foi um exame demorado.
Ah, Nagel, detalhe: comprei O Desconcerto… numa das Feiras daqui – a mesma que te chamei pra ver , semanas atrás, no seu blog. Foi comprado a UM REAL. Legal, né? rs
Agosto 13, 2008 às 12:03 am
nagel
Meu Deus! UM REAL! Encontrei um doido na internet vendendo por R$ 100!
Agosto 13, 2008 às 4:02 am
Igor T.
Claire, eu bem entendo o que você quer dizer, talvez o livro Claro Escuro seja uma dessas obras não te entusiasmaram. Era uma das facetas do Corção, mais educativa, digamos. Não é esse o meu maior interesse nele. Também tive amigos que leram o Corção romancista e não gostaram tanto, mas acho que essa tentativa sempre vale.
Nagel, deu mole. rs
Agosto 13, 2008 às 12:22 pm
nagel
Ah, mas eu não comprei, não comprei. Ufa.
Agosto 19, 2008 às 6:08 pm
Adalberto Queiroz
Olá, Nagel.
Obrigado por visitar meu blog.
Quanto a Gustavo Corção, que desatenção a minha…
Eu, que devo a esse ilustre escritor meu retorno ao Cristianismo (e ao Lar do Cristão, que é o Catolicismo)! Deverei republicar alguns artigos que fiz no ex-blog (Zadig), em lembrança dos 30 anos sem Corção.
Tenho vários livros do Corção e só um é reedição recente da Agir, que anda meio apagada. Mas os livros que tenho achei-os por aqui http://www.estantevirtual.com.br/
Vale a pena uma search que retorna 30 livros, no mínimo.
Abraços,
Adalberto.