Dia desses, li um apoiador da nova reforma ortográfica, aliás, entusiasta de qualquer coisa, boa ou estapafúrdia, que nosso governo faça. O sujeito, tranqüilo, disse que já havia passado pela reforma de 1971, que foi tudo maravilhoso e uma experiência fabulosa. Aparentemente, mudam tremas e acentos como se trocam meias e cuecas. Fingi-me indiferente àquela indiferença toda e não respondi. O arrependimento bateu logo depois. Sem muito atraso, felizmente, o último artigo de Diogo Mainardi, confesso, lavou a alma:

Eu já enfrentei outra reforma ortográfica. Em 1971, durante a ditadura militar, Jarbas Passarinho, por decreto, cancelou uma série de acentos. Além do Brasil, só a China de Mao Tsé-Tung pensou em fazer duas reformas ortográficas em menos de quarenta anos.

Recado dado.