Encerrando a série de posts sobre o axioma da vida segundo Mises, levemos em consideração que minha rigidez terminológica é nula, como bem cabe num blógue. Vamos nós: no momento em que decide por uma opção, o homem sempre escolhe o que considera ser a melhor delas. Isso, meus caros, é chover no molhado. Pode significar absolutamente qualquer coisa e, por isso, coisa alguma.
Se Mises quis dizer isso, não disse muito. E daí não se deduz nada. O problema é a budega da dedução, pois não há jeito de entrar na cabeça daquele que está considerando a tal melhor opção, supondo, na linguagem usada pelos misesianos, que isso o satisfaça. Mas a rigidez dos termos não está sendo levada em conta, certo?
Enfim, o cara, sem dúvida um gênio, escreveu um volume enorme, centenas de páginas, sobre não muita coisa. Seu axioma da ação humana é o reducionismo mais prolixo do mundo. A ambição, talvez ingenuidade, de Mises foi grande demais. Ele tinha na cabeça o que considerava uma grande e magna teoria, mas não acho que tenha dado resultado. Escrever o livro foi uma escolha ruim, espero que tenha, ao menos, aumentado a satisfação do autor.

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2 comments
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Julho 14, 2009 às 2:05 am
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“Isso, meus caros, é chover no molhado. Pode significar absolutamente qualquer coisa e, por isso, coisa alguma.”
Mas o axioma da identidade (A = A) também é “chover no molhado”.
A Praxeologia não é normativa, mas descritiva. Diz como as coisas são, não como deveriam ser. É esperado que tenha de partir de princípios evidentes por si mesmos, que “chovem no molhado”.
Julho 14, 2009 às 4:03 am
Igor T.
“Mas o axioma da identidade (A = A) também é “chover no molhado””
Entendi seu ponto de vista, ad. Toda prova parte de um axioma, ok. Mas este serve a qualquer dedução? Por que dizer que, a partir da observação de Mises, “são dedutíveis as conseqüências das regularidades do comportamento humano”? Falta nexo puro e simples. Temos apenas uma inferência altamente provável e sem aplicação. Não passa de uma obviedade inútil.
Abs,