Encerrando a série de posts sobre o axioma da vida segundo Mises, levemos em consideração que minha rigidez terminológica é nula, como bem cabe num blógue. Vamos nós: no momento em que decide por uma opção, o homem sempre escolhe o que considera ser a melhor delas. Isso, meus caros, é chover no molhado. Pode significar absolutamente qualquer coisa e, por isso, coisa alguma.

Se Mises quis dizer isso, não disse muito. E daí não se deduz nada. O problema é a budega da dedução, pois não há jeito de entrar na cabeça daquele que está considerando a tal melhor opção, supondo, na linguagem usada pelos misesianos, que isso o satisfaça. Mas a rigidez dos termos não está sendo levada em conta, certo?

Enfim, o cara, sem dúvida um gênio, escreveu um volume enorme, centenas de páginas, sobre não muita coisa. Seu axioma da ação humana é o reducionismo mais prolixo do mundo. A ambição, talvez ingenuidade, de Mises foi grande demais. Ele tinha na cabeça o que considerava uma grande e magna teoria, mas não acho que tenha dado resultado. Escrever o livro foi uma escolha ruim, espero que tenha, ao menos, aumentado a satisfação do autor.