Muro de Berlim em 3D. Fantástico, fantástico!

more about “Multimédia – DW-WORLD.DE“, posted with vodpod

 

Lembra-me um antigo post do Diogo Costa. Transcrevo na íntegra:

Costumo ouvir falar que os alemães orientais têm uma vida intelectual mais ativa que os ocidentais. Não conheço tantos alemães para ter uma amostragem digna de formar opinião, mas não me espantaria se esse fosse um fato confirmado, afinal, que legado se pode esperar de uma sociedade em que as gerações mais velhas apenas encontravam liberdade no interior do próprio intelecto?

Eu mesmo fui entusiasta do microcrédito, mas parece que os austríacos estavam certos: não é uma boa.

Dou-me conta que as tentativas de criar um capitalismo popular não se sustentam. O capitalismo sempre será impopular: não funciona queimando etapas, sem poupança, sem trabalho duro e criação real de riqueza, sem segurança, sem responsabilidade pessoal…

Leio que lançaram mundialmente um saite de encontros que só aceita como membros pessoas bonitas, a eleição é feita pelos próprios participantes. Apenas 1 em cada 5 inscrições passam pelo crivo da beautiful people. À primeira vista, parece que apenas 1/5 das pessoas é considerada bela. Mas não. É pior. Isso nos informa que, noves fora, 4/5 das pessoas que se acham belas não são lá essa boniteza toda. É a auto-imagem posta à prova não pelo critério de agências de modelos, mas pelo de pessoas comuns, revelando dados espontâneos que dificilmente poderiam ser conseguidos de outra maneira. É a subjetividade e o ego em números. Como o saite conta com 180 mil filiados, creio que a amostragem é sólida.

A discrepância numérica total entre feios e bonitos é certamente muito maior, senão o dinheiro que se paga a modelos e rostinhos de boneca na televisão não faria o menor sentido mercadológico.

em 1786

“Que eu desenhe e estude a arte, ajuda a capacidade de escrever, em vez de impedi-la; pois só é preciso escrever pouco, mas desenhar muito. […] A razão e a perseverança dos grandes mestres é incrível. Se me senti como recém-nascido na minha chegada à Itália, agora estou começando a sentir-me como recém-educado. […]“

boxer1Duas fortes discussões rodaram a bloguestroika: no córner esquerdo do ringue, NPTO versus O Globo; no direito, Not Tupy contra a Veja. Em ambos os casos, a grande imprensa se limitou às cordas e ao knock-out técnico. Estava em péssima forma (era como bater num pudim!).

Fabio Marton castigou a capa da Veja, que iniciou a luta com seu golpe mole “Quem cheira mata”. Marton, respondendo com um direto de direita:

A Lei Seca criou a máfia de Chicago e essa máfia desapareceu com o fim da Lei Seca. Parece um tanto óbvio que a máfia será mais poderosa quando qualquer um que queira tomar uma cerveja precise financiar a máfia para isso. Alguém poderia, e deve ter dito então: “amigo, sua cerveja está matando criancinhas”. Se, seguindo essa lógica, as pessoas deixassem de beber, para sempre estaria sedimentada a tirania dos puritanos e toda a disputa se resolveria com esse tipo de lógica circular. Dizem hoje os conservadores: cheirar pó ou tomar E financia o tráfico, pois essas substâncias são proibidas e só podem ser obtidas de traficantes. Assim sendo, é moralmente errado usar drogas. Portanto, as drogas devem continuar proibidas – e continuar sustentando traficantes.

kangaroo_boxing

Ele prosseguiu desmontando o adversário golpe a golpe, como se tivesse um martelo nas luvas. A briga continuou nos vestiários, com fãs do argumento repressor nos comentários. Estão perdendo.

Celso “NPTO” mal fez força para administrar a luta, que durou apenas 6 rounds, e foi para a finalização quase sempre. Não sei como as cordas não arrebentaram ali mesmo – estas, sim, desafiaram as leis da física; e O Globo, as da medicina. Nunca vi um adversário sangrar tanto. Não jogar a toalha seria eutanásia assistida. Vimos o juiz contanto até dez, mas logo percebi que, ao passar do “onze”, ele estava mesmo catando os dentes do adversário que ficaram pelo ringue.

Vamos aos melhores momentos:

A hipótese de trabalho d’O Globo, supondo que não levemos em consideração a retratação já apontada, é que o Bolsa Família faz as pessoas desistirem de procurar emprego formal.

Isso é um raciocínio causal. A estatística nunca resolve debates sobre causalidade, porque, bem, nada resolve. Nas ciências naturais, a regularidade é suficiente para a gente agir como se resolvesse, mas se você quiser achar uma lei geral das sociedades, bem, welcome to hell. Tendo dito isto, é claro que, se você achar uma correlação entre duas variáveis, você, sem dúvida, aumentou a credibilidade de sua hipótese acentuadamente.

Daí em diante, ainda vai ser possível discutir seu resultado, mas aqui já passamos de um ponto metodologicamente primitivo que é completamente ignorado na reportagem: PARA FAZER UMA AFIRMATIVA CAUSAL, É PRECISO APRESENTAR OS DADOS SOBRE DOIS PONTOS NO TEMPO.

Olhem lá os dados apresentados sobre alcance do BF e formalização de emprego: na verdade, só tem dois números: em cidades onde o programa beneficia 71% das famílias,o trabalho formal chega a 1,3% da população.

Para começar a conversa, deveríamos ter dados sobre qual era a porcentagem com emprego formal antes do BF. Se ela fosse menor do que 1,3% (o que é perfeitamente plausível: em uma das cidades analisadas, os 4 trabalhadores formais foram contratados há pouco tempo), o BF pode ter levado a uma ampliação do emprego formal. Se ela for significativamente maior que 1,3%, por exemplo, 10%, o BF vira suspeito, mesmo, mas nada remotamente semelhante é sugerido na reportagem. E, o que acho muito mais provável, o número fosse mais ou menos o mesmo, um pouco menor ou maior, não encontramos relação entre as duas coisas.

Animal417MONSTRO!

A vitória foi tão esmagadora que ninguém quis criar confusão nos vestiários, além disso o NPTO tem muitos fãs que inibiram qualquer disputa e trolls.

Marton continua uma série de posts sobre o assunto logo depois. Sugiro fortemente a visita, dados históricos, leis antigas e novas, tudo bem contextualizado. Ao Celso, também; discordo de (e não entendo) seu entusiasmo ao governo atual, mas essa reportagem, de fato, virou saco de pancada.

Não preciso dizer que Sarkozy se tornou um clown, e assim tranfigura-se parte importante da direita européia (Berlusconi e Cameron). Leio no Le Monde a seguinte notícia: L’Etat promet 1,65 milliard d’euros d’aides aux agriculteurs. E não se enganem com o falso cognato, “milliard” são bilhões. 1,65 bilhões de euros de “ajuda”. Mais uma forma de conseguir apoio do setor agrícola sem gastar um tostão do partido, sem aporrinhar-se com financiamento de campanha, bastando recorrer às burras do erário. Se francês, consideraria isso uma covardia. Sem contar que é uma forma desleal de se manter no mercado mundial, os brasileiros também ficam prejudicados. Todos perdem, todos, menos os beneficiados da medida protencionista e os políticos da situação.

elefante
Disse aqui, em outra ocasião, que o PAC é um PND fanfarrão. Lula quer entrar para os livros de história econômica como mais um presidente a criar planos elefantinos de desenvolvimento e de infra-estrutura, tradição descontinuada graças ao endividamento insustentável que eles geraram ao longo das décadas e à urgência de planos de estabilidade macroeconômica. E mais: pacotões como o PAC, Planos de Metas, PNDs, etc, são a irracionalidade econômica e a arrogância governamental aplicadas. Um nível inadimissível de gastos e interferência, fora as distorções. Mas retomar essas palavras não foi o que provocou este post.

Leio que nosso presidente está impaciente com as fiscalizações sobre as obras do PAC, pois atrapalham suas veleidades desenvolvimentistas. Lula está chateado agora, ele deveria, no entanto, imaginar o efeito de décadas e décadas de labirintos fiscais sobre a iniciativa privada. Nada foi feito sobre o ogro burocrático que atinge milhões de brasileiros, mas quando o calo (e justo, pois obras públicas devem ser fiscalizadas em dobro) dói no sapato dele, é o primeiro a fazer queixinha.

O mote da campanha de Lula na eleição passada foi “deixe o homem trabalhar”. Se o presidente fosse um liberal, conjugaria no plural: “deixem os homens trabalharem”, todos eles.

Impressionam-me os opositores do homeschooling (negativamente, é claro). Imagino o que diria Goethe, educado a vida toda em casa. Talvez os pedagogos-burocratas de hoje obrigassem seu pai a colocá-lo numa instituição respeitável como o Sistema COC de Ensino, devidamente aprovado pelo MEC.

Julio Lemos está com domínio próprio.

Enquanto meu time estiver abduzido, para fins nostálgicos típicos de botafoguense, acho que vale a pena reproduzir esta história:

Estava na universidade, num jantar, conversando com professores. Dois deles bem idosos, um japonês e outro britânico, vieram conversar comigo quando souberam que era brasileiro. O camarada me perguntou se existia um clube no Brasil chamado “Boitafogo ou Potabogo” ou algo do genero; eu falei que sim e se chamava Botafogo. Os dois sorriram, gargalharam e falaram que até hoje se lembravam dos jogos no Maracanã do time. Que tudo era muito divertido. Finalizaram comentando que dois jogadores desafiavam as regras da fisica: Didi e Garrincha. A coisa foi tomando vulto e juntando mais pessoas, a roda de conversa; em suma; o japonês era o Yoichiro Nambu, Nobel de Fisica; o inglês era Jack Cowen, um matemático que descobriu um monte de coisas. Outro muito animado era Gary Becker, outro Nobel e por fim o finlandês Niels Nygaard, também Nobel, que me disse: “Não perdi um jogo do Brasil na Copa de 58″. Coisas de Botafogo.

daqui

http://www.abi.org.br/images/CHE_60%20anos_Biriba_Foto02.jpg

outros tempos: a mascote Biriba comemorando um belo 5×3 sobre o Flamengo

O presidente francês Nicolas Sarkozy detalhou, nesta quinta-feira, a aplicação da chamada ‘taxa carbono’, que será instituída a partir de 2010.

Depois do Nobel da Paz a Al Gore, Sarkozy deveria ganhar o de Química por transformar carbono em dinheiro. E vice-versa.

Só mesmo numa atmosfera tacanha de idéias um político ou ativista tem medo de estar ao lado de pensadores como Joaquim Nabuco, Lord Acton, Raymond Aron, Eugen Böhm-Bawerk, Benjamin Constant, Friedman, Meira Penna, Hayek, Mises, Montesquieau, Popper, Hernando de Soto, Mario Vargas Llosa, Tocqueville, Ortega y Gasset, Bastiat, Bertrand de Jouvenel, Turgot, Jean-Baptiste Say, Spencer, Molinari, Lysander Spooner, Étienne de La Boétie, Guizot, Carl Menger… É como estar casado com um monumento de mulher e tratá-la como um pré-adolescente com vergonhazinha de andar de mãos dadas.

Aproveitem e leiam este post que marca a volta do sempre ótimo e bem escrito Contraplatitude: Onde Está a Direita? O Novo Obscurantismo Nacional. Apenas corrijo o “novo”, pois vinte anos já é um problema fora de qualquer validade. Se nos ativermos apenas ao liberalismo, como faço acima, é melhor trocar “anos” por “gerações”.

Vejam uma série fotos de trocentos cartazes no Tea Party. Amigos, espremam bem os olhos e percebam que os bárbaros que os seguram foram claramente motivados por racismo e xenofobia da direita babante. Quem negar isso é da Klu Klux Klan.

(linque via esta tradução)

Socialista é um cara que não terá dúvidas sobre aonde irmos, mas nunca sabe onde (nem como) vamos parar.